GMAT e o mito da nota alta.

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Simulado GMAT, horas de estudos ininterruptas, guias e gurus, fóruns, livros e mais livros. Quais o caminhos para uma nota alta?

Neste post vamos começar com uma afirmação que pode e deve te deixar bem mais tranquilo em relação a sua preparação para o GMAT.

Não é preciso tirar mais de 720 no GMAT.

Nota acima de 720 no GMAT não garante bolsa de estudos. Não coloca você a frente de quem tirou 700. Não melhora seus applications. Não te arruma melhores empregos. Não te dá descontos em escolas de ponta.

Tirar mais de 720 no GMAT acontece, e muito. Mas jamais deve ser perseguido.

O motivo é simples: não adianta nada para seus objetivos práticos de ser aceito num MBA de ponta e pode te colocar num nível de estresse danoso aos outros pontos importantes de sua preparação.

Frequentemente recebemos contatos de candidatos ao MBA Internacional extremamente preocupados com a nota do GMAT. Os motivos são diversos.

Inglês que consideram insuficiente, advogados ou marqueteiros que consideram a matemática deles fraca, ausência de conhecimento do que é a prova, vasto material na internet que mais confunde do que explica, aquele “amigo” que diz que estudou um mês e tirou 730 e muitos outros motivos.

A MBA House tem entre 50 e 70 alunos aprovados em top 25 business schools todos os anos. Isto é um pouco mais do que 50% dos brasileiros que são aceitos nessas escolas. Cerca de 80% dessas notas são de 700 para cima. Este ano, especificamente, 12 alunos conseguiram acima de 730.

Um dos alunos que acaba de tirar 760 chegou a ficar um pouco chateado porque estava tirando 790 no simulado GMAT.

Cuidado! O GMAT não é como uma prova para concurso público ou uma prova de CFA que basta uma nota de corte superada e pronto!

Ok, então o que devo pensar do GMAT e que nota devo perseguir?

Essa resposta é muito simples.

A nota sozinha do GMAT não diz muita coisa sobre você para as business schools. Você vê nos fóruns de GMAT um monte de indianos com notas de 780 pedindo conselhos do que fazer com o currículo deles. A nota do GMAT sem um paralelo de escolha de escolas baseado no seu personal statement é algo totalmente sem utilidade.

O ponto mais importante de seu application é seu personal statement, pois ele vai dizer quais escolas são as melhores para você e a partir daí quais as notas são pertinentes para você ser aceito nessas escolas.

Ou seja, faça sua preparação com 3 fatores em mente :

  1. desenvolver o conhecimento de seu personal statement para…
  2. escolher as escolas mais importantes para você, ao mesmo tempo que…
  3. estuda para o GMAT para conseguir a nota.

Portanto, a aceitação na escola pretendida é sempre um balanço entre a nota do GMAT e seu personal statement.

Uma nota forte não te coloca na business school, mas uma nota fraca pode te tirar, portanto, não persiga uma nota mais alta do que o necessário e sim, uma nota que seja condizente com o que a escola enxerga em você quando lê seus essays.

Ok! E qual seriam essa notas?

Notas aceitáveis para uma business school que te dará financiamento integral e empregos de ponta no Mundo variam entre 600 e 720 (não precisa mais do que 720 e realmente você não será aceito em uma business school de ponta com menos de 600, salvo raras exceções).

Mas vamos traçar notas de corte mais acuradas e condizentes com escalões das escolas.

Depois que a MBA House entrou no mercado em 2005, de lá pra cá, a nota média dos brasileiros, segundo o GMASS, órgão estatístico do GMAC, cresceu em 37%. Temos notas médias melhores que os japoneses, acreditem. Isso significa que a competição está mais acirrada e que você deve considerar, para top 10 americanas uma nota de 700 ou mais.

Isso não quer dizer que você não será aceito em uma top 10 americana com notas abaixo disso, mas se você for recusado nestas escolas mesmo com 700 ou mais, certamente não foi por causa do GMAT e, se você tirou menos de 700 e foi recusado não dá para saber se foi por causa da nota.

Para as top 5 européias, com 680 ou mais você está bem e para as top 10 européias 650 ou mais, você está bem também.

Aliás, a única escola que realmente recomendamos uma nota de 720, independentemente do seu currículo, é Stanford.

Para concluir, este post tem o intuito de recomendar 3 pensamentos durante sua preparação:

  1. Jamais persiga a qualquer custo uma nota alta para depois medir o que deve fazer com ela.
  2. Estude com afinco e a nota vai crescer naturalmente. Não pense que você tem um limite aceitável para sua nota que é dependente do quanto você sempre foi genial ou esforçado em outros testes ao longo de sua vida. O GMAT é algo totalmente novo.
  3. Cuidado com dicas de fóruns, softwares de preparação ou gurus que sabem o segredo da prova. Nem nós que já aprovamos mais de 800 pessoas ao longo de nossa história sabemos, sem antes trabalhar pelo menos umas 30 horas com você, então imagina um curso pré formatado que se diz adaptativo ou um professor que se passa por genial porque diz que tirou 780 na prova quando na verdade tirou essa nota num simulado GMAT!!!

    O GMAT não é tão difícil como o mercado quer que você acredite.

    O GMAT pode ser muito penoso dependendo da vaidade do preparador ou até de sua própria vaidade e isso pode ser a diferença entre horas intermináveis de estudo sem resultado esperado (apesar dos simulados estarem dizendo que você está indo bem), desistência do MBA desejado por acreditar de que o GMAT não é para você ou até mesmo ingresso numa escola inferior ao que você conseguiria alcançar com uma orientação adequada, material dirigido e horas de estudos bem aproveitadas.

Vença o GMAT começando a vencer os mitos criados pelo mercado.

Assista a uma aula de fase 2 da MBA House – Verbs

Assista a uma aula de fase 2 de Math – Workshop Cracking the GMAT

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