A volta dos brasileiros para o MBA Internacional.

Por Vivianne Wright.

Hoje eu realizei um estudo comparativo com os números de pessoas prestando o GMAT esse ano comparado ao ano passado. Felizmente, a MBA House tem acesso aos dados oficiais do GMAC, órgão responsável pelo teste de GMAT no mundo.

Comparei quantas pessoas fizeram o GMAT mensalmente de Janeiro a final de Agosto de 2015 e 2016, bem como quem se cadastrou no site do mba.com para baixar o simulado oficial do teste, que no meu gráfico eu chamo de “Pre-Test”.

Assim como percebemos na economia do país, existiu uma melhora comparada ao mesmo período do ano passado, mas, a notícia surpreendente é que essa melhora mostrou-se ainda mais dramática nos últimos dois meses medidos: registrei um aumento de 37% em Agosto!
Dados fornecidos pelo GMAC – Graduate Management Admission Council
Bem, o que isso quer dizer para você?

Na minha opinião, esse aumento no número de testes do GMAT demonstra que o número de candidatos a MBA internacional está saindo de uma etapa de hibernação que se prolonga desde o início de 2015, com o anúncio da recessão brasileira e que foi ainda mais prejudicada com a forte alta do dólar no segundo semestre do ano passado. A falta de emprego e perspectiva de crescimento, bem como a baixa no poder aquisitivo dos brasileiros, tirou o ânimo de muitos candidatos no ano passado, onde o foco deles teve de se voltar para equilibrar as contas domésticas a fim de sobreviver a um período de grande incerteza. Em resumo, o sonho do MBA ficou em segundo plano.

Agora, com sinais de saída do coma da economia brasileira, as pessoas parecem estar conseguindo retomar os seus planos de MBA internacional. Essa é uma excelente notícia, pois o que realmente vai tornar o Brasil um grande país para o futuro é poder contar com líderes de visão inovadora e mobilidade internacional, algo que o MBA é capaz de incutir em seus candidatos. Esse é o caso do Leonardo Byrro, ex-aluno da MBA House que fez seu MBA em Kellogg e aos 34 anos tornou-se o mais jovem CEO de uma empresa listada na Bovespa – a Cremer. São de talentos assim que o Brasil precisa!

Agora, este aumento também implica em que a concorrência para os Brasileiros volte a aumentar. Em 2015 estava fácil para conseguir uma admissão em um MBA competitivo, pois o número de brasileiros prestando estava muito abaixo dos padrões. É importante você entender que um candidato a MBA brasileiro compete com outros candidatos brasileiros, pois os MBAs usam candidatos do mesmo país para ter uma base de comparação, e com isso formam o “pool” que querem ter na turma de um determinado país ou região. Como o Brasil é um player relativamente grande nos MBAs, candidatos deste país tem uma seleção em separado. Agora, candidatos argentinos, chilenos e uruguaios, por exemplo, competem por um mesmo pool entre eles.

Com este aumento previsto da concorrência, você tem duas alternativas. A primeira é tentar enviar um application em 1o ou 2o Round até Janeiro de 2017 para se valer da inércia ainda da fase de recuperação da competitividade. A minha previsão é que depois de Janeiro de 2017, o processo de admissão voltará a níveis normais de competitividade pré-crise pelo menos, podendo inclusive experimentar um pico no número de candidatos aplicando, devido ao acúmulo de mais de 1 ano de pessoas colocando este sonho “on Hold”.

Ou, se sua aplicação ficar para depois de Janeiro 2017, será muito importante apresentar um perfil forte, para se destacar entre os seus concorrentes – outros brasileiros, como estabelecemos anteriormente. Como fazer isso? Iniciar seu processo de admissão o quanto antes, para ter tempo hábil de corrigir ou compensar deficiências, e estabelecer uma estratégia de diferenciação.

Em todo caso, começe logo – pois assim você estará preparado para surfar a onda de oportunidade que vem por aí – lembre-se: First come, First served. Não perca esse barco!!!

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